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Capitu a la Elenita


Comparo a Elenita do BBB com a Capitu de Dom Casmurro, uma mulher inteligente, enigmatica.

Forte, porém com muito mistério e segredos escondidos.

A classe dos professores talvez deveria pensar, admiro a coragem da Elenita em se expor desta maneira num reality show, mesmo sem precisar disto.
Porque ela tem planos em seguir com a sua carreira dentro da educação.
Talvez algumas coisas ficaram perdidas no poder da edição do BBB, onde se cria vilões e mocinhos. Mas que nunca mostra com toda amplitude cada participante. Claro se você tiver o pay per view e ficar dia e noite assistindo sem parar, você pode ver que na edição que vai ao ar todos os dias, não é a mesma coisa.
E que os vilões que a edição mostra não são tão vilões assim e que os mocinhos que se cria, também não são tão mocinhos assim.
Mas é o que cada um de nós devemos pensar. Elenita foi ela inteira, foi verdadeira e nem sempre a verdade nos envolve.
Sim o que procuramos é o glamour da mentira, a inteligência não é algo que dê pontos de audiência.
Mas pense como é surreal estar num programa como este. Universos diferentes, presos, alienados do mundo que conhecem. Sem noção de tempo e de acontecimentos.
Alheios a tudo. É uma experiência única para testar a paciência.
E o pior, usar máscaras lá dentro não ajuda, porque é um exercicio muito grande o de se manter uma mentira, você tem que contar outra mentira para sustentar a mentira original e assim uma sucessão de mentiras, mas ninguém consegue viver mentindo.
Não assisto o BBB com freqüência. Assisnto um pouco aqui, outro ali. Mas vi que não mudou muita coisa.
Talvez a formúla que se tentou, não deu muito certo. E criou uma estória de plástico dentro da casa, que é meio cansativa, já que os personagens mais polêmicos estão saindo.
Mas mesmo assim, seus olhos de ressaca não me enganam Elenita, tem muito mais escondido ai dentro de você que o Brasil não teve oportunidade de conhecer, pena...
Hoje em dia é difícil encontrar pessoas raras, já que vivemos no tempo da massificação do pensamento. Do momento que todo mundo quer ser igual... E o mundo caminha para uma chatice sem tamanho.
Pois todo mundo quer ser igual e despreza o diferente. Vivemos na cultura da burrice, onde quem mostra inteligência é considerado mediocre pela maioria.
Prefiro ser o que sou do que me entregar a massificação. O diferente me atrai. A inteligência me encanta.
Porque é uma verdade, ninguém é perfeito que não surta, não tem problemas, não briga, não xinga, acorda como a Barbie todo dia.
Mundo de plástico, corta essa.
Dryca Lys.

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