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Caso Bruno: Mistério sobre o corpo de Eliza.

Goleiro Bruno passa mal e chega a desmaiar durante audiência no Rio de Janeiro

Daniel Milazzo
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

  • Goleiro Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, na época que foram presos no Rio de Janeiro. Ambos devem ser ouvidos hoje no Rio Goleiro Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, na época que foram presos no Rio de Janeiro. Ambos devem ser ouvidos hoje no Rio
O goleiro Bruno passou mal e chegou a desmaiar durante audiência nesta sexta-feira (17) no fórum de Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Hoje são ouvidas testemunhas de defesa do ex-goleiro do Flamengo e de seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, no caso de agressão contra a ex-amante do atleta Eliza Samudio.

Segundo policiais, Bruno foi atendido dentro de uma ambulância na própria garagem do fórum após uma queda de pressão. Ele passou mal antes de entrar na sala de audiência, mas já está melhor e acompanha a sessão neste momento.
 Assim que Bruno e Macarrão entraram na sala de audiência, a mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima Moura, começou a chorar muito e precisou sair do local.
A presidente do Clube de Regatas do Flamengo, Patrícia Amorim, e o diretor-executivo de futebol do clube, Arthur Antunes de Coimbra, o Zico, deixaram o local, às 14h25, após serem ouvidos como testemunhas. O jogador do clube Leonardo da Silva Moura também foi ouvido.
No depoimento que durou 17 minutos, Patrícia Amorim disse que mesmo se Bruno fosse absolvido, ele não voltará a jogar pelo clube. Ela afirmou ainda conhecer o atleta desde o dia 4 de janeiro, data em que assumiu a presidência do Flamengo.

Um autógrafo, por favor

A primeira “pergunta” feita a Zico pelo promotor Eduardo Paes foi se ele poderia lhe dar um autógrafo.
Para finalizar, Patrícia disse que não tem conhecimento se Bruno foi notificado sobre abandono de emprego. Segundo ela, por enquanto o contrato do atleta está suspenso.
Em seu depoimento, Zico disse que teve um contato muito pequeno com o jogador. Tanto ele quanto a presidente do clube disseram que só ficaram sabendo que Eliza Samudio tentava provar que Bruno era pai de seu filho pela imprensa.
Durante os 12 minutos que durou o depoimento do atleta do Flamengo Leonardo da Silva Moura ele disse que conhece Bruno há quatro anos, mas que só pode falar dele no aspecto profissional. Para finalizar, ele afirmou que conhecia Macarrão apenas de algumas ocasiões em que ele acompanhou Bruno aos treinos.
O juiz Marco José Mattos Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, ouvirá ainda hoje os jogadores Rodrigo Alvim, Paulo Victor Mileo Vidotti, Álvaro Luiz Maior de Aquino –todos do Flamengo–, além de Christian Chagas Tarouco, o Tite, do Vasco.
Antes do início da audiência, o promotor Eduardo Paes disse que as testemunhas “podem tentar falar da personalidade das pessoas para tentar uma pena menor”. Ele afirmou ainda que estuda acrescentar denúncia de tráfico de entorpecentes contra Bruno e Macarrão, caso seja comprovado que a substância abortiva dada a Eliza era proibida. O acréscimo na pena seria de até cinco anos.
Os dois foram denunciados por lesão corporal, ameaça, sequestro e cárcere privado de Eliza em outubro de 2009, no Rio de Janeiro, quando ela tentava provar que Bruno era pai de seu filho.

Eliza está desaparecida desde o começo de junho deste ano e os dois acusados são apontados pela polícia de Minas Gerais, onde corre outro processo sobre o caso, como culpados de sua suposta morte.
Após os depoimentos, os réus serão interrogados. O advogado de defesa Ércio Quaresma havia arrolado a própria Eliza Samudio como testemunha de defesa, o que não foi aceito pelo juiz, que alegou falta de razoabilidade.
Desde o último dia 26, quando aconteceu a primeira audiência e foram ouvidas as testemunhas de acusação, Bruno e Macarrão estão no complexo penitenciário de Bangu, na capital fluminense. Por determinação da Justiça, os dois réus não puderam sair do Rio de Janeiro e voltar para Minas Gerais, conforme queria o advogado de defesa.
O pedido de habeas corpus para liberar Bruno e Macarrão da prisão preventiva foi indeferido no dia 23 de agosto pelo desembargador Alexandre Varella, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Na audiência do dia 26, Milena Baroni Fontana, uma amiga de Eliza, disse que a jovem contou ter sido agredida e xingada por Bruno e mais dois amigos, e que eles teriam, inclusive, jogado álcool em seu corpo. Perante o juiz, a então delegada da Deam (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher), Maria Aparecida Mallet, contou que Eliza acusara Bruno de tê-la obrigado a ingerir substâncias abortivas.
Ao final da audiência, o promotor Eduardo Paes se disse satisfeito. “Acho que a defesa vai ter que tentar inventar a roda”. Por sua vez, Quaresma, saiu exultante. “Eu fiquei muito satisfeito. Porque não se provou nada. Não há o que se provar”, disse.

Fonte: Uol Notícias.

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