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Gastos exorbitantes com campanhas eleitorais no Brasil.

E um gráfico apresentado pelo TSE demonstra de onde vem as maiores contribuições.


Eleições brasileiras estão entre as mais caras
Os custos de uma campanha presidencial no Brasil são superiores aos dos EUA, sendo que o candidato norte-americano paga o tempo de propaganda em rádio e TV

Al Gore e Bill Clinton, ganhadores em1996: eleições nos EUA custam menos
A Comissão de Reforma do Código Eleitoral deverá discutir formas de baratear as eleições brasileiras. "Elas estão entre as mais caras do mundo", afirma o advogado-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello, que integra a comissão. O trabalho que respalda essa afirmação foi elaborado pelo cientista político norte-americano e brasilianista David Samuels e publicado em 2006. Ele compara as despesas com as eleições brasileiras de 1994, que variaram entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4,5 bilhões, com as de 1996 nos Estados Unidos, que custaram cerca de US$ 3 bilhões.

E há ainda outro ponto importante: os gastos no Brasil não incluem o custo do horário eleitoral gratuito, pelo qual as emissoras de rádio e tevê são ressarcidas por meio de benefício fiscal no Imposto de Renda. Só este ano estão orçados R$ 851,11 milhões, segundo a Receita (veja Especial Cidadania de 17 de agosto). Nos EUA, os candidatos gastam boa parte dos recursos com rádio e TV.

Nas eleições de 1994 e 1998, segundo Samuels, o candidato à Presidência Fernando Henrique Cardoso declarou ter gasto mais de US$ 40 milhões, mesmo sem pagar por nem um minuto do seu tempo na televisão. Já Bill Clinton, em 1996, gastou boa parte dos US$ 43 milhões que levantou comprando tempo na TV. Os números indicam "que as eleições presidenciais no Brasil são quase tão caras quanto as americanas", avalia Samuels.

Mas o que encarece tanto as eleições no Brasil? Segundo especialistas, o sistema eleitoral de voto proporcional com listas abertas. Ou seja, o número de cadeiras de cada partido ou coligação obedece à proporção de votos conquistados pela lista de cada um deles. Os eleitos são classificados de acordo com a posição na lista, definida pela quantidade de votos que cada nome recebeu.

"Isso transforma a campanha de cada candidato em um centro de arrecadação e gastos, em competição com as demais campanhas do próprio partido ou coligação", explica o consultor do Senado Caetano Araújo. 

Fonte: Senado Federal 

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