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Após prisão do criador do site, hackers atacam "inimigos" do WikiLeaks

Wikileaks Em apoio a Julian Assange, criador do WikiLeaks preso nesta terça-feira (7) em Londres (Reino Unido), hackers atacaram os sites dos "inimigos" da organização, entre eles a Procuradoria-Geral da Suécia, o advogado que defende as duas supostas vítimas de assédio sexual e estupro, o banco suíço PostFinance e a operadora de cartões de crédito MasterCard.

As ações dos ativistas envolvem um "ataque distribuído de negação de serviço" --um método praticado por hackers para reduzir a velocidade de um site ou mesmo tirá-lo do ar. Conhecido como DDoS (um acrônimo em inglês para Distributed Denial of Service), o ataque é uma tentativa de tornar os recursos de um sistema indisponíveis através de sobrecarga.
Um computador mestre tem sob seu comando até milhares de outras máquinas, preparadas para acessar um site em uma mesma hora de uma mesma data. Como servidores web possuem um número limitado de usuários que pode atender simultaneamente, o grande e repentino número de requisições de acesso esgota o atendimento.
Per Hellqvist, um especialista em segurança da Symantec, gigante internacional do setor, disse que uma rede de ativistas da web chamada "Anonymous" ("Anônima") pode estar por trás dos ataques.
O grupo, que tinha como tradicionais "inimigos" a Igreja da Cientologia e a indústria musical, já tinha declarado que sairia em defesa de Assange e tiraria do ar sites que fosse contra o WikiLeaks.

"Embora não tenhamos muito em afiliação com o WikiLeaks, nós lutamos pelas mesmas razões", disse o grupo, em comunicado em seu site. "Nós queremos transparência e nós encontramos censura. Isto é o motivo de querermos utilizar nossos recursos para levantar alerta, atacar aqueles contra e apoiar aqueles que ajudam a levar nosso mundo para liberdade e democracia".
O comunicado não detalhe que sites estão sendo atacados ou serão alvos do grupo, embota ativistas no Twitter e outros fóruns comemorem cada site atacado.
O site da MasterCard, que já anunciou que não receberá mais doações ao WikiLeaks, estava fora do ar ou enfrentando grande lentidão nesta quarta-feira. A companhia disse que experimentava "tráfego pesado", mas não deu mais detalhes.
Já o site do advogado sueco Claes Borgstrom, que representa as duas mulheres que acusam Assange de crimes sexuais, estava inacessível.
O portal do banco suíço PostFinance, que fechou a conta de Assange na segunda-feira (6), também enfrentava problemas. O porta-voz, Alex Josty, disse que o site enfrentava tráfego muito intenso, mas que parecia já ter melhorado.
"Ontem foi muito, muito difícil, mas as coisas melhoraram ao longo da noite", disse. "Mas ainda não voltamos ao normal".
Enquanto várias empresas cortaram seus laços com o site de vazamento em meio a intensa pressão do governo dos EUA --A Amazon.com, PayPal Inc., EveryDNS--, os esforços do governo francês para impedir a empresa Web OHV de hospedar o WikiLeaks falhou.
A empresa de serviços, que está entre aqueles que hospeda o site atual wikileaks.ch, apelou a dois tribunais por uma decisão sobre a legalidade de hospedar o WikiLeaks na França. O juiz disse nesta semana que não poderia decidir sobre o caso, altamente técnico, no curto prazo.

Fonte: Folha Mundo

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