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ONU critica difusão de boatos na Costa do Marfim


NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança da ONU pediu na segunda-feira que a emissora estatal RTI e outros meios de comunicação parem de difundir boatos que incitem à violência na Costa do Marfim.
O país africano vive uma onda de distúrbios nas últimas semanas, por causa da disputa em torno do resultado da eleição presidencial de novembro. Na semana passada, 33 pessoas morreram e 75 ficaram feridas em conflitos étnicos na localidade de Duekoue (oeste), segundo fontes hospitalares.

"Os membros do Conselho de Segurança condenaram fortemente e exigiram a suspensão imediata do uso da mídia, especialmente da Radiodiffusion-Television Ivoirienne (RTI), para propagar informações falsas que incitem ao ódio e à violência, inclusive contra a ONU", disse o Conselho em nota, citando também "a profunda preocupação com a continuada violência e com as violações dos direitos humanos."
A ONU diz que mais de 200 pessoas já foram mortas por causa do conflito entre partidários do presidente Laurent Gbagbo e de seu rival Alassane Ouattara, apontado pela comunidade internacional como vencedor da eleição de 28 de novembro.
Estima-se que pelo menos 20 mil marfinenses tenham fugido para a vizinha Libéria, e há temores de uma nova guerra civil, como a que cindiu o país entre 2002 e 2003.
Diplomatas do Conselho disseram à Reuters que Rússia e China relutaram em permitir que o Conselho reconheça explicitamente a vitória eleitoral de Ouattara, porque não gostam da ideia de que o órgão manifeste apoio a um candidato numa eleição nacional.
Para obter o apoio de Moscou e Pequim, disseram os diplomatas, a declaração do Conselho citou um comunicado de 4 de janeiro, assinado conjuntamente pela União Africana e pelo bloco regional Ecowas, que se referia a Ouattara como presidente da Costa do Marfim.
"Diante do reconhecimento estabelecido na comunidade de Alassane Dramane Ouattara como presidente da Costa do Marfim, os membros do Conselho de Segurança reiteraram seu apelo a todos os partidos e envolvidos marfinenses para respeitarem a vontade popular e o resultado da eleição", disse a nota.
Na semana passada, o chefe da força da ONU na Costa do Marfim, conhecida como Unoci, disse ao Conselho que solicitaria o envio de até 2.000 soldados adicionais (cerca de 20 por cento do total atual).
A nota do Conselho "saudou a apresentação de recomendações e propostas detalhadas" voltadas para o fortalecimento da Unoci.
 

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