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Miguel Alves não comparece ao velório de Jeniffer Corneau Viturino

Jeniffer em campanha de lingerie

Jeniffer Viturino, 17, morreu ao cair do 15º andar de prédio em Lisboa.
Polícia trabalha com todas as hipóteses, mas reforça a de suicídio.

O empresário Miguel Alves da Silva, de 31 anos, não esteve presente ao funeral da namorada, a modelo capixaba Jeniffer Viturino, de 17 anos, encerrado na tarde desta quinta-feira (14). A jovem foi encontrada morta no pátio do prédio onde ele tem um apartamento, em Lisboa, na última sexta-feira.



A polícia portuguesa diz trabalhar com todas as hipóteses, mas nesta semana fortaleceu a de suicídio.
“Fica complicado, né. Se fosse eu num caso desses, se eu não tinha nada temer, não tinha rabo preso como se diz no Brasil (apareceria)”, afirmou o pai de Jeniffer, Girley Viturino, logo após o enterro.
Ele diz duvidar da hipótese de suicídio. “Eu não estou acusando ninguém, mas eu garanto que a minha filha não se suicidou.”
Girley afirma que os dois únicos contatos de Miguel com a família da jovem até agora foram na sexta-feira, quando comunicou a morte, e quando mandou um buquê de flores ao funeral.
O empresário, contatado pelo G1 na quarta-feira, disse que não se pronunciará, mas que enviará um comunicado à imprensa. Até as 18h20, a reportagem não tinha tido acesso ao documento.
Segundo familiares da modelo, Miguel e Jeniffer namoravam desde 2009. Na quinta-feira da semana passada, ela foi para o apartamento dele, no 15º andar da Torre São Rafael, um edifício de alto padrão na zona oriental de Lisboa. Na sexta-feira, por volta das 7h, segundo a polícia, o corpo dela foi encontrado no pátio do imóvel.
Solange Viturino, mãe de Jennifer, durante o enterro (Foto: Vitor Sorano/G1)Solange Viturino, mãe de Jennifer, durante o enterro (Foto: Vitor Sorano/G1)
A Polícia Judiciária – equivalente, no Brasil, à Civil – diz que “não parece” ter havido “participação de terceiros” na causa da morte, mas mantém todas as hipóteses em aberto. Um familiar de Miguel diz que a menina se suicidou.
Segundo a mãe da modelo, Solange Viturino, o empresário diz que os dois dormiram separados naquela noite pois haviam terminado o relacionamento. Ele também disse, afirma Solange, ter encontrado um bilhete em que a jovem pede desculpas. A mãe reconhece a caligrafia da filha, embora ache estranha. O pai acredita que a jovem possa ter sido forçada a escrever.
Girley, que mora no Brasil, afirma que o namorado da filha lhe parecia uma pessoa educada. “Ele até me pediu a mão dela em namoro (por telefone)”, disse. O pai afirma, porém, saber de uma ocasião em que o empresário agrediu fisicamente a jovem.
Segundo Solange, antes de outubro do ano passado Jeniffer lhe contou que Miguel havia lhe agredido. Não mostrou, entretanto, marcas, nem quis ir à polícia.
Cerca de 100 pessoas acompanharam o enterro de Jeniffer, no Cemitério do Lumiar, próximo ao apartamento para o qual a família havia se mudado há menos de um mês. Uma bandeira da Câmara Municipal de Odivelas, cidade onde a modelo foi miss em um pequeno povoado, cobriu o caixão. Solange, e o irmão Johanatan Viturino, de 19 anos, pediram para não falar com a imprensa no momento.
Funcionários da escola Padre António Vieira, onde a jovem estudava, estiveram presentes. “Ainda estamos todos um bocado abalados. Ninguém está em si”, diz Rita Ramos, de 19 anos, colega de estudos da modelo, descrevendo como está a situação no estabelecimento de ensino. “Quem conhecia a Jenny não acredita que ela pudesse fazer isso.”
“Não acredito. A Jenny era a pessoa mais alegre e bem disposta que eu conhecia. Nunca a vi triste”, diz uma amiga e colega de trabalho, de 24 anos, que pediu para não ser identificada. Ao final da cerimônia, houve uma salva de palmas.

'Olhar nos olhos dele'

O gabinete de imprensa da Polícia Judiciária diz que a análise de que não parece haver ação de terceiros é feita com base nos dados iniciais da investigação – mas não esclareceu quais. A corporação informou não ter prazos para concluir o inquérito – que afirma estar em segredo de Justiça.
Segundo o Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), um relatório preliminar sobre a análise do corpo de Jeniffer fica pronto em quatro semanas. Na última terça-feira, policiais foram requisitar formalmente fitas do circuito interno de TV do prédio. Uma moradora, ouvida pelo G1, diz que não ouviu barulho de queda e não viu poça de sangue próximo ao corpo da jovem.
Girley critica o silêncio do namorado da filha. “O Miguel só ligou para a Solange para dizer que a Jeniffer estava morta”, disse ao fim do enterro. Já que ele diz que estava sozinho com a minha filha no apartamento, gostaria de ver a única pessoa que estava viva nesta história”, afirmou. “Eu gostaria, com certeza, olhar nos olhos dele.”

Fonte: G1
vídeo Correio da Manhã

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