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Manifestantes realizam protesto contra agressão a gays em SP

Manifestantes realizam neste sábado um protesto na avenida Paulista contra a agressão sofrida por um casal gay na região no dia 1° de outubro.
O ato foi organizado por meio de redes sociais, principalmente, pelo Facebook. Até as 8h30, na página do evento "Todo mundo gay no Facebook", mais de 2.700 pessoas já haviam confirmado presença.
O protesto está previsto para ocorrer às 23h30. Os organizadores pedem que os participantes levem uma vela e que permaneçam por meia hora na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Bela Cintra, onde o casal foi agredido.
A agressão ocorreu pouco após o analista fiscal Marcos Villa, 32, deixar o bar Sonique com o namorado por volta das 4h da manhã de sábado (1°). No caminho para casa, na rua Consolação, eles pararam no posto para comprar cigarros. Na fila para pagamento, sofreram ofensas de dois homens, que também haviam saído do mesmo bar.
"Eles começaram a provocar, chamar de viado e dizer que não merecíamos viver", conta Villa. "Pedi pra que eles parassem e tentei reverter a provocação em conversa. Meu namorado se exaltou um pouco e discutiu com eles".

Robson Ventura/Folhapress
Homem agredido na região da avenida Paulista quebrou o pé e está com escoriações no rosto
Homem agredido na região da avenida Paulista quebrou o pé e está com escoriações no rosto
O casal deixou o posto e foi seguido pelos agressores. Quando estavam em frente ao restaurante Mestiço, na rua Fernando de Albuquerque, foram alcançados e agredidos. "Foi na porta do restaurante, um monte de gente viu. Levamos vários socos e chutes no corpo todo. Meu namorado desmaiou", conta Villa. O analista observou ainda que os homens não eram carecas e nem pareciam neonazistas.
Ambos procuraram atendimento na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ainda no sábado. O namorado de Villa quebrou o pé e está com escoriações no rosto.
No dia seguinte, antes de procurarem a 78° DP, as vítimas tentaram registrar o caso na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) -- mas o local fica fechado nos fins de semana.

Fonte: Folha de SP

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