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Menina egípcia que nasceu com duas bocas faz cirurgia de reparação


A família da garota viajou aos Estados Unidos, com o apoio de ONGs como a Operação Sorriso, para passar pelo procedimento
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Rokaya Mohamed, de 15 meses, nasceu com uma malformação inusitada: duas bocas. Na semana passada, a menina egípcia passou por uma cirurgia de correção em Los Angeles, nos Estados Unidos. A operação até então inédita para os médicos do Hospital Infantil de Los Angeles, segundo informações da rede de TV ABC New, foi um sucesso.





Quando nasceu, especialistas disseram aos pais de Rokaya que ela não sobreviveria, mas ela provou que os médicos estavam errados. Até a cirurgia, a menina vinha era alimentada apenas com uma dieta líquida - e assim conseguiu se desenvolver bem. O médico Willian Magee, diretor do departamento de cirurgia plástica e reconstrutiva do hospital, afirmou que o caso da garota é talvez o único no mundo, mas que mesmo assim ele acredita que pode transformar o seu rosto.

“Passamos muito tempo planejando a cirurgia, mas algumas decisões foram tomadas com Rokaya já na mesa de operação”, contou Magee à rede de televisão norte-americana. O especialista também explicou que o rosto é como se fosse um quebra-cabeças, com peças que precisam ser encaixadas. "Ela ainda vai precisar de muitas cirurgias durante a vida e tenho certeza de que os médicos egípcios serão capazes de assumir com sucesso o caso da garota", disse.

Rokaya saiu da UTI na segunda-feira (24). Ela provavelmente vai precisar ficar nos Estados Unidos por mais algumas semanas, enquanto se recupera. Entidades sem fins lucrativos, incluindo a Mending Kids International, a Childrean of War e a Operation Smile (ONG também presente no Brasil que ajuda pessoas a ganhar um sorriso saudável), ajudaram a família egípcia a pagar pelos custos da viagem e da cirurgia.


"A cada três minutos uma criança nasce com uma fenda no céu da boca ou uma fissura nos lábios, conhecida popularmente como lábio leporino, e muitas delas nascem em países subdesenvolvidos, que enfrentam a pobreza extrema”, afirmou Magee, cujo pai fundou a Operation Smile (Operação Sorriso) há 30 anos nos Estados Unidos.

"Após uma cirurgia, uma criança pode viver a sua vida com dignidade, pode falar e comer corretamente, sem ser vítima de olhares maldosos”, contou. No Brasil, a Operação Sorriso está presente desde 1997. Ao todo, a ONG atua em 60 países. A instituição, cujo foco são as crianças, mas que também atende adultos, sobrevive com recursos da matriz norte-americana e também com doações de pessoas físicas e empresas nacionais.

Fonte: Revista Crescer

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