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Ministério Público investiga agressão homofóbica em Mata Grande.

O Morango Ácido noticiou a agressão de um jovem homossexual dentro de uma escola Pública em Mata Grande.
Tivemos a informação de que a família do jovem não prestou queixa do acontecido. Mas também soubemos que a promotoria esta averiguando o caso.
Porque este tipo de situação é degradante e todos tem o direito de ser o que desejam ser.
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Mãe de menor agredido dentro de escola em Mata Grande diz que não vai registrar queixa



Após a divulgação pela imprensa de um vídeo que desde a semana passada vêm sendo exibido pelo Youtube onde mostra a agressão de um estudante dentro da Escola Estadual Gentil de Albuquerque Malta, em Mata Grande, no Sertão de Alagoas, autoridades ligadas a proteção dos direitos da Criança e do Adolescente tomaram posições de solidariedade a vítima cujo nome não foi divulgado.
O vídeo, feito com um aparelho celular de um dos alunos da escola que tem a capacidade para cerca de 600 estudantes, mostra o agressor, cujo nome é mantido em sigilo e que também é estudante da mesma unidade de ensino, agredindo com tapas no rosto e palavrões o colega durante o intervalo das aulas. Durante cerca de 3 minutos a vítima, que não reagiu, recebeu nove tapas.
Segundo a Conselheira Tutelar da cidade, Roberta Alencar, as imagens deixaram pais de alunos revoltados.
A mãe da vítima, a dona de casa Damiana da Graça, disse que não tinha conhecimento do vídeo, apenas sabia da confusão na escola envolvendo seu filho. “Meu filho é uma pessoa tranqüila. Não houve motivos graves para existir aquela agressão. Fiquei sabendo que existia um vídeo pelos meus vizinhos, mas não vi ainda”, disse ela. Ela disse ainda que não vai registrar queixa contra o agressor do filho. Damiana falou ainda que ouviu do acusado que o que lhe acontecesse a responsabilidade seria do filho dela.
As imagens chamam a atenção por dois detalhe. O primeiro é que toda a ação mostra que tudo foi planejado principalmente a filmagem, já que o aluno que filmou segue de perto o acusado que demonstra que sabia que estava sendo filmado. O outro fato é que durante a agressão alguns alunos gritam pedindo ajuda e nem assim é motivo de alerta para algum professor. Apenas uma funcionária que segundo informações trabalha na cozinha da escola aparece ao lado do estudante agressor, mas a mesma não toma nenhuma atitude em acabar com a briga.
O menor agredido relatou que a briga teve inicio após alguns amigos do acusado terem dito que os dois teriam um ‘caso’ versão desmentida pela vítima que fala que o acusado tinha pedido a vitima para ‘conseguir meninas’ para ele. Perguntado sobre o que achava da divulgação do vídeo o adolescente falou que se sente humilhado.
O caso levou a Polícia Militar fazer uma operação dentro da escola onde foram apreendidos com alguns alunos objetos cortantes, como estiletes, com o objetivo de evitar uma possível tragédia. Mas as apreensões foram criticadas por alguns pais e principalmente pelos alunos que alegaram que o que foi levado pela Polícia é material do uso diário nas aulas.
O diretor da escola, José Timóteo confirmou que o aluno que agrediu o colega e o que filmou toda a agressão estão suspensos.  José Timóteo também disse que essa foi a primeira vez que foi registrado um caso de violência dentro da escola. Em relação a suspeita de omissão dos funcionários que ignoraram os gritos dos alunos alertando da briga, o diretor disse que todos estavam na sala dos professores e que não podiam ouvir nada uma vez que o caso teria se passado em uma área ‘um pouco longe’.
O pai do menor agressor e o filho foram ouvidos pela juíza substituta da comarca de Mata Grande, Daniele Burichel que esclareceu que o assunto deve ficar sob a responsabilidade do juiz titular da comarca que ainda essa semana deverá ser comunicado oficialmente sobre todo o caso.

Fonte: Agência Manchete
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MPF investiga bullying em escola de Mata Grande

Imagens de adolescente de 15 anos sendo humilhado e espancado foram veiculadas na Internet
A assessoria da procuradoria de República em Alagoas informou hoje que o Ministério Público Federal em Arapiraca requisitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito policial para apurar notícias de bullying contra um estudante da Escola Estadual Gentil de Albuquerque Malta, localizada no município alagoano de Mata Grande, a 266 quilômetros de Maceió.
De acordo com o procurador da República Samir Nachef, a informação chegou ao MPF/AL por meio do sistema de Denúncias Online. No entanto, o caso já havia sido noticiado pela imprensa local, inclusive com a divulgação de um vídeo onde a vítima de bullying aparecia sendo espancado e ameaçado por outro colega. O rapaz espancado fo submetido a uma sessão de nove tapas no rosto. As imagens mostaram ainda que outros alunos zombaram da vítima e mandaram que ele dançasse a músuca da cantora Lady Gaga, só porque o garoto havia assumir sua condição de homossexual.
De acordo com a denúncia encaminhada ao MPF/AL, o jovem espancado teria sido humilhado por um outro jovem que filmou tudo, enquanto praticava o ato de violência, e postou as imagens na Internet. A agressão, ainda de acordo com a denúncia, teria ocorrido na escola Gentil de Albuquerque Malta. As imagens, segundo o procurador da República, sugerem a ocorrência de bullying e podem configurar crime de injúria real e discriminatória.
“Devido à veiculação das imagens da violência na Internet, o Ministério Público Federal é competente para atuar no caso. Por isso, com respaldo fundamento na Constituição Federal e na Convenção Internacional sobre o Direito da Criança, promulgada em 21 de novembro de 1990 (Decreto 99710/90), requisitamos a abertura do inquérito”, explicou o procurador da República, que vai aguardar a conclusão do inquérito para tomar as demais providências cabíveis.
Para o presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, este caso preocupa a entidade. "Essa é a primeira agressão física registrada em uma escola pública. Isso nos preocupa muito porque nos números sobre a violência contra os homossexuais Alagoas é é segundo Estado que mais mata gays no Brasil. Mas, proporcionamente, somos o primeiro em número de morte", afirma Correia, acrescentando que a impunidade estumula a agressão e a homofobia.

Fonte: Almanaque de Alagoas

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