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Alunos têm até as 23h de hoje para sair de reitoria da USP

Termina hoje às 23h o prazo dado pela Justiça para a desocupação da reitoria da USP. Se a decisão for desrespeitada, há autorização de uso de força policial para retirada dos manifestantes.
O prédio foi invadido na madrugada da última quarta (2) por 50 estudantes contrários à presença da PM na Cidade Universitária, na zona oeste paulistana. A USP tem 89 mil alunos (50 mil nesse campus).

O prazo para a saída foi acertado em reunião entre representantes dos alunos e da reitoria, ocorrida no sábado (5).
Os invasores afirmam que a desocupação da reitoria depende de aprovação em uma assembleia geral dos alunos.
Segundo Alexandre Guimarães, 21, da comissão dos estudantes, "só haverá assembleia após mais negociações com a reitoria".
O procurador-geral da USP, Gustavo Ferraz Mônaco, afirma que a reitoria está disposta a fazer uma reunião hoje, desde que seja procurada.
Além da saída da PM, os invasores querem o fim de processos administrativos contra 20 alunos presentes em atos nos anos anteriores.
Em troca da desocupação, a reitoria oferece a criação de grupos para discutir o convênio firmado com a polícia. E também se propõe a revisar os processos contra alunos.
A polícia passou a ter maior atuação na USP em setembro, depois do assassinato de um aluno no início do ano. A medida causou debate na universidade.
A entrada na reitoria ocorreu após desocupação do prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), que havia sido invadido por estudantes em reação à detenção, pela PM, de três colegas por posse de maconha.
Na terça, os alunos realizaram uma assembleia que decidiu por 559 a 458 votos desocupar o edifício da FFLCH. Uma parte da minoria derrotada invadiu a reitoria.


Folhapress
Sala da reitoria da USP serve de dormitório a estudantes que estão ocupando o prédio desde a última quarta-feira
Sala da reitoria da USP serve de dormitório a estudantes que estão ocupando o prédio desde a última quarta-feira
 
CLIMA

O clima no domingo entre os invasores era de aparente tranquilidade. A Folha acompanhou a rotina no prédio, mesmo com os alunos proibidos de conceder entrevistas e imprensa impedida de entrar.
Por volta das 10h30, alguns estudantes dormiam --eles estão concentrados em um dos salões principais do local, e a área tem colchões, sacos de dormir e barracas.
Os colegas acordados se dividiam preparando a refeição e discutindo a situação. Alguns lembravam a invasão de 2007, mais numerosa.
O prédio tem pichações nas paredes. As câmeras do circuito interno foram quebradas --mascarados, os alunos temem punição se forem identificados, possibilidade que a USP não descarta.

Fonte: Folha de SP

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