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Estudantes devem decidir hoje se deixam prédio ocupado na USP

Dois atos marcados para hoje ilustram como a comunidade da USP está dividida em relação à presença da Polícia Militar no campus.

De um lado, às 17h, um evento organizado por redes sociais pretende reunir estudantes que apoiam a PM. De outro, no mesmo horário, estudantes que invadiram um prédio da FFLCH convocaram uma assembleia para decidir se devem ou não deixar o local.
A USP pediu ajuda à PM após o assassinato de um estudante no campus, em maio.
Na tarde de ontem, ocorreu uma reunião extraordinária da Congregação da FFLCH --formada por cerca de 50 pessoas, entre professores, funcionários e estudantes-- para discutir a crise deflagrada na quinta, quando PMs e alunos entraram em confronto após o flagrante de três alunos fumando maconha no estacionamento da unidade.
A Congregação divulgou pronunciamento, no qual diz reconhecer que "os termos do convênio firmado entre a USP e a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo são vagos, imprecisos e não preenchem as expectativas da comunidade uspiana por segurança adequada".
Para o órgão, a intervenção da PM "extrapolou os propósitos originalmente concebidos com o convênio".
A Congregação também diz se comprometer a discutir "a formulação e execução de política interna de prevenção de drogas".
 
MANIFESTAÇÃO

Ontem à noite, um grupo de cerca de 400 pessoas protestou contra a PM em frente à reitoria e, depois, realizou uma passeata.
O grupo reivindica, além do fim da permanência da PM na USP, a anistia de processos administrativos --por exemplo, contra alguns diretores do Sintusp, sindicato que ajuda a organizar a ocupação desde o início.
A Folha apurou que a reitoria ofereceu apoio à FFLCH em um possível pedido de reintegração de posse. A reitoria não se manifestou.
As aulas seguiram normalmente ontem na USP.

Fonte: Folha de SP

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