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Estudantes negociam prazo para desocupação de prédio da USP

A comissão de estudantes da USP (Universidade de São Paulo) que veio hoje a uma reunião convocada pela justiça --por conta da invação da reitoria-- espera negociar mais prazo para desocupar o prédio.



O encontro de conciliação começou às 10h15 e deve durar pelo menos cerca de uma hora, de acordo com funcionários do Fórum Hely Lopes Meirelles, no centro de São Paulo, onde ocorre a reunião.

O advogado dos estudantes, Vandré Ferrreira, afirma que a reitoria da USP se diz disposta ao diálogo mas acionou o judiciário. "Isso complica a negociação. A gente espera um diálogo melhor com a univesidade", diz ele.
A comissão de estudantes sugere que as negociações continem na segunda-feira. Segundo o diretor sindical Marcelo Pablito, que integra a comissão, não há hipótese de fazer uma assembleia ou reunião com todos os ocupantes da USP no fim de semana. Representantes da reitoria da USP também participam da reunião.
A reintegração de posse do imóvel foi determinada na sexta-feira (4). Os estudantes tem até as 17h deste sábado para deixar o local. Caso a reintegração não ocorra no prazo, a Justiça autorizou, como "medida extrema", o uso de força policial.


Daniel Marenco/Folhapress
Entre tumulto, oficial da Justica entrega liminar aos estudantes que ocupam o prédio da reitoria da USP
Entre tumulto, oficial da Justica entrega liminar aos estudantes que ocupam o prédio da reitoria da USP
Na sexta, os estudantes que invadiram a reitoria se reuniram com representantes da universidade, mas não houve acordo. Na reunião, a reitoria propôs a criação de dois grupos de trabalho mistos --de funcionários, estudantes e representantes da reitoria.
Segundo a administração, o primeiro grupo analisaria os processos administrativos que correm contra alguns funcionários e alunos. O segundo, que deve contar com a participação de pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência e do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da universidade, visa discutir "o plano de trabalho que vai integrar o convênio assinado entre a Universidade e a Polícia Militar".
Ainda segundo a reitoria, a constituição desses grupos e o início dos trabalhos estão condicionados à desocupação do prédio. Os estudantes, porém, não aceitaram.
A invasão do prédio começou por volta da 0h de quarta (2) e foi realizada por um grupo descontente com a decisão da assembleia dos alunos de desocupar o prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas) --invadido na quinta-feira (27) e desocupado ontem.

PM

A invasão na FFLCH teve início após um confronto entre estudantes e policiais militares. A briga ocorreu após a PM deter três alunos que estariam fumando maconha dentro de um carro, no campus. Eles foram levados à delegacia e liberado em seguida. Os estudantes, no entanto, passaram a protestar pela saída da PM.



Esse foi o primeiro problema envolvendo policiais e universitários desde que a PM passou a fazer a segurança do campus, há quase dois meses. O convênio entre a corporação e a USP foi assinado para tentar reduzir a criminalidade no local. Em maio, o estudante Felipe Ramos de Paiva, 24, morreu baleado numa tentativa de roubo.
Apesar dos pedidos de retirada da PM, na terça-feira (1º), um ato a favor da permanência da polícia no campus reuniu cerca de 300 pessoas na praça do Relógio, na Cidade Universitária. Entre os participantes estavam alunos dos cursos de economia, administração, letras, filosofia e história.
O evento foi marcado pelos alunos no Facebook. De acordo com o texto na rede social, o movimento repudia a ocupação de prédio administrativo da FFLCH e o confronto ocorrido com a polícia no dia 27.

Lalo de Almeida/Folhapress
Aluna que havia invadido o prédio da FFLCH, se prepara para deixar o local carregando seus pertences
Aluna que havia invadido o prédio da FFLCH, se prepara para deixar o local carregando seus pertences


Fonte: Folha de SP

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