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Líder das Farc é morto na Colômbia, diz governo

Alfonso Cano (arquivo/AP)
Cano vinha adotando uma estratégia mais agressiva
de ataques
O presidente da Colômbia informou neste sábado que o líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Alfonso Cano, foi morto em uma operação militar.
Em um discurso transmitido pela televisão, o presidente Juan Manuel Santos afirmou que este foi "o golpe mais devastador" que o grupo já sofreu e pediu que as Farc encerrem as atividades.
"Quero enviar uma mensagem para cada um dos membros daquela organização: desmobilizem... ou então vocês vão acabar em uma prisão ou em um túmulo. Vamos estabelecer a paz", disse Santos.
O ministro da Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzon, informou que Cano foi morto em uma operação nas montanhas do sudoeste do país.
De acordo com Pinzon, as forças do governo bombardearam um acampamento das Farc no Estado de Cauca. Depois do bombardeio os soldados chegaram de helicóptero na área e mataram Cano e vários outros integrantes do grupo em um tiroteio.
Fotos do líder das Farc morto, já sem a tradicional barba que costumava exibir, foram mostradas por canais de televisão colombianos.

Telefonemas interceptados

O acampamento onde Cano estava teria sido localizado com a ajuda de interceptação de telefonemas.
O governo da Colômbia já tinha oferecido uma recompensa de quase US$ 4 milhões por informações que levassem a captura do líder das Farc.
De acordo com analistas, a morte de Cano é mais um duro golpe para o grupo rebelde e sua capacidade de coordenar ataques contra as forças de segurança e outros alvos no país.
As Farc foram fundadas em 1964 e desde então vêm lutando contra as forças do governo colombiano com o objetivo de estabelecer um regime marxista no país. No entanto, o grupo rebelde foi enfraquecido pela ofensiva militar que começou há dez anos.
Cano, um ex-professor universitário de 63 anos cujo nome verdadeiro é Guillermo León Saenz, assumiu a liderança das Farc após a morte de Manuel Marulanda.
Ao assumir o comando das Farc, em março de 2008, Alfonso Cano modificou as estratégias da guerrilha, com ataques mais agressivos, especialmente contra a população civil.
Em julho Cano já tinha escapado por pouco de um outro ataque contra um acampamento das Farc. O Exército da Colômbia informou que, no começo de 2011, o chefe de segurança de Cano, Alirio Rojas Bocanegra, foi morto.
Em setembro de 2010 o grupo sofreu outro grande golpe, o principal comandante militar do grupo, Jorge Briceño, conhecido como Mono Jojoy, foi morto em um ataque aéreo.

Fonte: BBC Brasil

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