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Mancha de óleo da Chevron se espalha, mas volume não aumenta

A mancha de óleo que vazou de um poço de petróleo operado pela Chevron, na Bacia de Campos, está se espalhando, informou o Comando de Operações Navais da Marinha.
Entretanto, o volume de petróleo que está no oceano não aumentou. A mancha está menos densa e mais espalhada, mas em volume, não foi alterada.

Ainda de acordo com a Marinha, a mancha está se afastando da costa brasileira.
As informações ainda são preliminares, definidas a partir de imagens de satélites. Há dois dias a Marinha não consegue sobrevoar a região devido ao mau tempo.
A expectativa é que um sobrevoo seja realizado amanhã, com a presença de representantes da Marinha, da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), para definir o tamanho da mancha.
Após isso, será divulgada uma nota oficial conjunta com informações e dados atualizados sobre a situação.


Reprodução/Google earth
Imagem de satélite mostra a mancha de petróleo na bacia de Campos
Imagem de satélite tirada na sexta-feira mostra a mancha de petróleo na bacia de Campos
 
CIMENTAÇÃO

A ANP nesta quinta-feira informou que o primeiro estágio de cimentação para abandono definitivo do poço foi concluído com sucesso.
Segundo a agência, porém, "imagens submarinas aparentemente indicam a existência de fluxo residual de vazamento. A mancha de óleo continua se afastando do litoral e se dispersando, como é desejado".
A ANP estima que a conclusão do abandono definitivo do poço e a confirmação do sucesso das operações ocorram nos próximos dias.
De acordo com a ANP, o abandono aprovado previa o uso de lama pesada para "matar". Depois foi usado cimentação para "matar" o poço de forma definitiva.
 
PUNIÇÃO

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quinta-feira que a Chevron pode ser penalizada de forma severa se for confirmada a divergência entre o que informou a petroleira americana e o número efetivo de embarcações que trabalham para conter o vazamento de óleo na Bacia de Campos.
A Chevron informou à Polícia Federal que 18 embarcações cuidam da limpeza na região. Os agentes da PF encontraram apenas uma embarcação cuidando da limpeza durante sobrevoo na região feito na última terça-feira.
Lobão, no entanto, minimizou o incidente e afirmou que a ANP (Agência Nacional do Petróleo) vai aplicar possíveis corretivos. "Obviamente não é uma coisa boa, mas não tem também a gravidade que se anuncia. Estamos sendo rigorosos com a fiscalização", disse.
"O vazamento não se deu na direção da praia e sim em sentido contrário. Portanto, não atrapalha ninguém. Além disso o óleo esta sendo recolhido", afirmou o ministro.

Divulgação/Chevron
Navios trabalham na limpeza de mancha de óleo na Bacia de Campos
Navios trabalham na limpeza de mancha de óleo na Bacia de Campos
 
IBAMA

O Ibama informou que irá autuar a empresa assim que o vazamento for estancado --o valor da multa é proporcional ao dano ambiental causado. "E esse dano somente poderá ser mensurado ao final dos trabalhos", informou, em nota.
O órgão informou, ainda, que a Chevron "em nenhum momento sonegou informações aos órgãos ambientais e implementou o PEI [Plano de Emergência Individual, que contém as medidas necessárias na hipótese de acidente] exatamente como previsto no licenciamento".
Também disse que o Ibama não age diretamente na contenção do vazamento ou na retirada do óleo, cuja responsabilidade é da empresa.

Fonte: Folha de SP

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