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Migrantes da zona do euro seguem em bando para a Alemanha

BERLIM (Reuters) - Gregos e espanhóis com pouca ou nenhuma chance de encontrar trabalho em seus próprios países estão partindo para a Alemanha em busca de empregos, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira.
Cifras da agência de estatísticas alemã mostram que a imigração aumentou na esteira da crise da dívida da Europa, enquanto a economia forte e até agora resiliente da Alemanha atrai habitantes de países afetados pela crise do euro.
O número de imigrantes da Grécia aumentou 84 por cento na primeira metade de 2011, enquanto os que vieram da Espanha cresceram 49 por cento. No total, mais 67.000 estrangeiros se mudaram para a Alemanha no mesmo período em comparação com o ano anterior.
"É impressionante ver o forte aumento da imigração de países da União Europeia, principalmente os duramente atingidos pelas crises financeira e de dívida", disse a agência.
A Alemanha saiu da crise financeira de 2008-2009 mais rápido do que seus pares, crescendo cerca de 3 por cento em 2011, com a economia sendo abastecida pelo boom do consumo interno e uma forte demanda por exportações alemãs.
O desemprego na Grécia está em 17,7 por cento e deve continuar subindo no próximo ano, enquanto na Espanha mais de um em cada cinco estão sem trabalho. Em comparação, a taxa de desemprego na Alemanha é de 6,9 por cento, a mais baixa em duas décadas.
"Todo dia sou inundado por pedidos da Grécia de pessoas atrás de trabalho. Nunca vi nada assim", disse Angelos Doulgerir, que dirige um restaurante grego, o Kos House, em Berlim.
"Muitas pessoas são muito qualificadas. Eu consegui oferecer algum trabalho para duas pessoas, mas é só isso - não estamos recebendo fregueses a mais".

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