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Tribunal da ONU condena dois políticos por genocídio em Ruanda em 1994

O tribunal de guerra da ONU para Ruanda condenou à prisão perpétua nesta quarta-feira dois políticos locais acusados de organizar o genocídio de 1994.
Matthieu Ngirumpatse e Edouard Karemera eram figuras proeminentes do então partido governamental quando cerca de 800 mil pessoas - entre membros da etnia tutsi e hutus moderados - foram mortas em apenas cem dias em Ruanda.
Segundo o Tribunal Criminal Internacional para Ruanda (ICTR, na sigla em inglês), Ngirumpatse, líder do partido hutu, integrou uma "empreitada criminosa conjunta" para exterminar a etnia tutsi do país, segundo relato da agência France Presse. Karemera era vice de Ngirumpatse à época do genocídio.
Os juízes do tribunal afirmam que Ngirumpatse deu seu aval, em 1994, para que uma milícia recebesse armas em um hotel da capital Kigali.
"A essa altura, era presumível que as armas seriam usadas para matar tutsis", comunicou o painel de juízes, de acordo com a France Presse.
"A corte conclui que os estupros e crimes sexuais cometidos contra mulheres e crianças tutsis por milícias e soldados foram uma consequência natural e previsível de uma empreitada criminosa conjunta para exterminar o grupo étnico tutsi."

Fonte: BBC Brasil

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