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Evita Perón do Brasil. Não há nenhuma semelhança entre uma e outra.



Eva Perón - A idolatrada mãe dos pobres
Filha ilegítima e desprezada, Evita tornou-se poderosa graças à sua determinação feroz. Sua mais cara e realizada promessa: ajudar os desvalidos.

Em 24 de agosto de 1951, Eva fala a uma multidão de mulheres.
Só me casarei com um príncipe ou um presidente", dizia Maria Eva Duarte quando vivia em Los Toldos, sua cidade natal no meio do pampa. Desprezada por todos como filha ilegítima, a criança almejava um futuro radiante como ouvia nas novelas de rádio, lia nas revistas de cinema e via nos filmes de Hollywood. O pai, don Juan Duarte, proprietário de terras, havia literalmente comprado sua mãe, a bela Juana Ibarguren, em troca de um jumento e uma carroça. Da união nasceram quatro meninas e um menino. Evita, a caçula, em 7 de maio de 1919. Ela mal conheceu o pai, que em seguida regressou ao católico lar onde o esperavam a esposa e filhos legítimos.

Dona Juana enfrentou sozinha as vicissitudes e, quando a caçula Evita estava com 11 anos, mudou-se com os filhos para Junín, uma vila na mesma província de Buenos Aires. O preconceito, porém, era igual. Os colegas de escola, por exemplo, não tinham permissão de cortejar Evita, em razão da origem. Não obstante, suas três irmãs mais velhas progrediram socialmente. Encontraram trabalho e fizeram bons casamentos.

Restaram os rebeldes: Juancito e Eva, a sonhadora decidida a tentar a vida no mundo do espetáculo. Humilhações demais lhe renderam um caráter duplamente genioso e uma vontade indomável. Aos 15 anos, em um dia 2 de janeiro de 1935, ela partiu para a capital, Buenos Aires. Apelidada de "Paris da América do Sul", a cidade fora arruinada pela crise mundial de 1929-30 e dependia das exportações de carne e de trigo, Eva, pálida e morena, batia incansavelmente às portas dos teatros. Seu único trunfo, a obstinação. Fora a teimosia que se tornou lendária, ela não tinha grande coisa a oferecer. Sem real talento artístico nem extraordinária beleza, ela era ignorante, arredia. Às humilhações vividas, somaram-se outras. Histórias bastante banais: diretores que exerciam a sedução, amantes de algumas horas. À mãe e às irmãs, que lhe suplicavam a volta para Junín, respondia sempre: "Primeiro, a celebridade".

De fato, em 1939, ela conseguiu se impor como atriz radiofônica. Encarnava as heroínas chorosas de novelas semelhantes às que haviam forjado sua ambição.

Fonte: História Viva.


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Evita Perón foi retratada de maneira magistral por Madonna, no filme Evita. O que gerou grande polêmica, porque Evita é considerada o simbolo máximo na Argentina.
Embora tenha tido uma longa caminhada para chegar onde chegou e tendo uma vida cercada de escândalos e controvérsias. Evita nunca deixou suas raízes de lado.
Sempre buscou estar ao lado do povo argentino. Lutou pelo povo, mesmo que algumas pessoas possam dizer o contrário.
Evita lutou com suas armas para defender seu povo, ao qual via como sua família.
Mas as colocações no programa Mulheres Ricas feitas por Val Marchiori causaram um certo desconforto.
Como Val deseja ser a "Evita Perón do Brasil" se ela deixa bem claro que detesta pobre?
O que não combina em nada com a figura e a história de Evita.
Creio que a comparação não caiu muito bem não.
Poucas pessoas tem o mesmo espírito de Evita, que fariam qualquer coisa para defender o seu povo e por ele daria a própria vida.
O que não é o caso de Marchiori não...

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