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Fashion Rio é ponto de partida para criação de Instituto Sérgio Rodrigues

Curadora quer aproveitar material de mostra para tirar projeto do papel.
Designer, que expõe no evento, opina sobre desfiles: 'Falta algo diferente'.





Sérgio Rodrigues em frente à parte da mostra dedicada a imagens de sua vida (Foto: Alexandre Durão / G1)
Sérgio Rodrigues em frente à parte da mostra dedicada a imagens de sua vida (Foto: Alexandre Durão / G1)


O design de Sérgio Rodrigues foi pioneiro, entre outras coisas, no reconhecimento internacional (sua poltrona Mole, de 1957, está no Museu de Arte Moderna de Nova York). Mas o carioca é apenas um debutante no Fashion Rio, que foi aberto nesta terça-feira (10), no Píer Mauá, zona portuária da cidade. Aos 84 anos, consagrado mundialmente por seus móveis, o arquiteto e designer, que é tema de exposição no evento, nunca se meteu no mundo da moda, mas usa sua bagagem estética para fazer uma crítica aos desfiles: "Acho um pouco repetitivo, falta alguma coisa diferente".


Com sua tradicional boina e o longo bigode, Rodrigues esteve, ao lado da mulher, Vera Beatriz, na mostra em cartaz no Armazém 5 até sábado (14). O material foi produzido e pesquisado pela curadora Mari Stockler e sua equipe, e o resultado agradou tanto que ela e Vera decidiram fazer do esforço o ponto de partida para a criação do Instituto Sérgio Rodrigues, para concentrar seu acervo.
Segundo Stockler, o organizador do Fashion Rio, Paulo Borges, teria até prometido doar os cartazes impressos, entre outros objetos utilizados para montar o espaço. "Já estamos comprometidos. Nosso estúdio (na rua Conde de Irajá, em Botafogo) já virou point há muito tempo, mas lá é pequeno. A gente quer muito fazer esse instituto", contou Vera. "Tenho algumas ideias de locais, mas ainda precisamos conversar", acrescenta a curadora.
O tema do Fashion Rio, "Sou Rio, essa bossa é nossa", foi decisivo para Stockler ter a ideia de montar a mostra. "O Sérgio é uma das pessoas que tem mais bossa que eu conheço. É muito charmoso e tem uma obra incrível", elogia.
Cerca de 40 móveis criados pelo designer estão distribuídos pelo armazém, em meio a grandes painéis fotográficos. Em um canto, estão detalhes da vida do arquiteto, caricaturas feitas por ele - incluindo uma da "musa" Vera -, fotos e desenhos. No lado oposto, ficam maquetes e projetos do lado arquiteto de Rodrigues.
Cinco de suas mais célebres poltronas (Mole, Oscar, Kilin, Diz e Beto) estão dispostas dentro de cabines onde o público pode entrar e ouvir o próprio criador narrar a história de cada obra pelos alto-falantes. "Brinco que é como se fosse o filme 'Se meu fusca falasse', com os móveis falando", explica Stockler.
Fonte: G1

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