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Filme explora teoria de que ex-presidente JK forjou própria morte

 O ex-presidente Juscelino Kubitschek, que governou o país entre 1956 e 1961, forjou a própria morte num acidente de carro na via Dutra, fez cirurgia plástica e fugiu para o exterior por causa da perseguição política sofrida durante a ditadura militar (1964-1985).
A famosa teoria da conspiração sobre o acidente que matou JK em 1976 é retratada no curta-metragem "O Velho e o Novo", do diretor Daniel Caetano, exibido na segunda (23) durante a 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes.
No filme, o policial francês Pierre Delon (Gregório Duvivier) investiga a morte de uma jornalista brasileira (Carol Pucu) em um acidente de carro em Paris. Em fitas encontradas no veículo, ela afirma que encontrou o ex-presidente JK vivendo com uma identidade falsa na Córsega (França).

Divulgação
Ex-presidente JK, que teria forjado a própria morte, e jornalista que investiga o caso em cena do curta "O Velho e o Novo"
Ex-presidente JK, que teria forjado a própria morte, e jornalista que investiga o caso em cena do curta "O Velho e o Novo"
O curta de ficção arrancou risos da plateia por causa do tom de paródia, já que os atores Gregório Duvivier e Augusto Madeira são dublados por Márcio Simões (dublador de Wesley Snipes e Samuel L. Jackson) e Ricardo Schnetzer (que dubla Tom Cruise e Richard Gere).
A despeito da teoria conspiratória, a história oficial conta que, após o golpe militar em 1964, Juscelino teve seus direitos políticos cassados e se exilou na Europa. Nos anos seguintes, voltou para o país e participou de um movimento de oposição ao regime ao lado do presidente deposto João Goulart.
JK morreu um acidente de carro em 1976 na via Dutra. A suspeita de assassinato do ex-presidente chegou a ser investigada por uma comissão da Câmara dos Deputados, no início dos anos 2000.
"Não resta mais dúvidas de que a morte de Juscelino Kubitschek foi causada por um acidente automobilístico, sem qualquer resquício da consumação de um assassinato encomendado", afirmou o relatório final da comissão, em 2001.
Ainda segundo o texto, "talvez alguns fiquem desapontados, mas a verdade não pode ser distorcida em prol de um argumento emocional".

Fonte: Folha de SP

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