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Vlog: Dâniel Fraga concede entrevista ao Morango Ácido.

Daniel Fraga é um Vlogueiro com mais de 5088428 no youtube, onde debate os seguintes temas: Educação, política, internet e legislação.
Com um tom ácido e bem direto, Daniel tece seus argumentos, levando o internauta a se questionar em muitos pontos.
Causa muita polêmica quando trata do assunto religião, por sua opção em ser ateu.
Mas é inquestionável a importância que Daniel Fraga assumiu dentro da Vlogesfera, pois de maneira objetiva ele demonstra o outro lado da moeda.
Aquela que, muitas vezes, ninguém gosta de ouvir ou de tocar no assunto.
Há pouco houve um grande desconforto na Vlog esfera, devido ao choque de opiniões de Daniel e outro vlogueiro.
Mas o que se pretende, neste momento, é conhecer mais da opinião de Daniel sobre alguns pontos dentro do cotidiano social e de temas que os políticos gostam de levantar como bandeira de suas campanhas. 
Daniel Fraga concedeu uma entrevista por email esclarecedora e bem direta.

Morango Ácido: Na sua visão, a educação deveria tornar-se o principal foco para a conscientização da nação para seus deveres e seus direitos?

Dâniel Fraga: A educação é importantíssima, mas ao mesmo tempo a fiscalização rigorosa das leis também. Um modelo bem sucedido de educação é o da Coréia do Sul.

M.A: Na sua opinião, esta havendo uma massificação do pensamento para que se possa manobrar as massas com maior facilidade?

D.F:  Eu sempre evito esse discurso de que somos vítimas. É claro que a TV, a imprensa influenciam, porém as pessoas escolhem e se deixam influenciar também. Opções e alternativas existem, mas a mídia reflete
o que as pessoas querem ver... então antes de tudo temos que pensar na escolha individual... ainda mais com a internet, ninguém é obrigado a aceitar uma forma única de pensamento.

M.A: Qual a sua opinião sobre o grande impacto do movimento Anonymous na amplitude global? 
   
D.F: Apoio os Anonymous nas causas que concordo como por exemplo no recente protesto contra a tentativa de lei S.O.P.A. Talvez no futuro, muito mais do que termos protestos apenas nas ruas, teremos cada vez mais protestos virtuais, digitais... a  internet felizmente resgata isso e dá mais poder ao cidadão.

M.A: Como você se sente ao saber que se tornou um ícone da divulgação do pensamento político para o público internauta?

D.F: Não acho que eu seja um ícone. Apenas sou um cidadão que resolveu se expressar. E o melhor é que qualquer um pode fazer isso... Eu incentivo as pessoas a se expressarem mais e mais, relatarem
problemas, denunciarem. Mas fico feliz que até agora muitas pessoas apoiam o que faço.

M.A: Você acredita que ainda existam aspirantes a cargos eletivos que usam os velhos artifícios de enganar as pessoas com falsa modéstia e falso amor ao povo?

D.F: Existem, mas o povo não deve mais confiar nesses. Mas infelizmente hoje se vota em quem é popular, em vez de votar em quem tem boas ideias... isso tem que acabar.

M.A: Na sua opinião, com toda a violência e descaso com o bem comum social você acredita que caminhamos para uma guerra civil no Brasil, já que as pessoas estão cansadas do descumprimento das obrigações ao qual o Estado esta submetido?

D.F:  Não acho que chegaremos a esse ponto. O brasileiro médio é bem acomodado. Está satisfeito com pouca coisa, se preocupa com seu futebol, religião, muitos querem um cargo público "confortável" e só
ficam nisso, até reforçam o poder do Estado. Falta ambição, querer mais e melhor. Talvez a maioria dos brasileiros nem sequer tenha uma referência do que estão perdendo, do que outras pessoas tenham em países desenvolvidos. 

M.A: Você acredita, que atualmente, o povo brasileiro esta mais consciente na hora de votar? 

D.F: Não. As eleições de 2010 mostraram isso. Elegemos Tiririca e vários outros corruptos como Valdemar Costa Neto, Jader Barbalho, Maluf etc. Está tudo igual antes.

M.A: Qual a sua opinião sobre o ACTA, SOPA e PIPA?

D.F: Péssimas iniciativas... qualquer controle da internet fracassará. E não existe lei que impedirá as pessoas de compartilharem o que quiserem. Compartilhar é algo extremamente natural do ser humano e não tem como controlar isso.

M.A: Você acredita que algumas pessoas confundem liberdade com libertinagem?

D.F:  Depende do contexto. Por exemplo, liberdade implica em responsabilidade. Se a pessoa abusa da sua liberdade e dirige bêbada, isso é libertinagem. Se um funcionário público é corrupto, também faz mal uso da sua liberdade (libertinagem). Então, sim, muitas pessoas confundem. 

M.A: Na sua visão, a mídia de massa tem se modificado para acompanhar os novos meios de divulgação que a internet trouxe para o mundo?

D.F: Sim, a TV tem se adaptado à internet. Mas da mesma forma que o rádio não acabou após a TV, a TV não acabará após a internet... mas terá que se adaptar sim. Não só a TV, toda a mídia de massa tem que ter
um canal na internet, e participar das redes sociais. Agora o cidadão tem mais poder, enquanto indivíduo. Antes dependia da mídia para ser ouvido...
Mas infelizmente ainda dependemos da mídia de massa para repercutir certas coisas... Para muitas autoridades, é como se a internet não fosse séria e só o que é publicado na mídia merecesse atenção. O meu último vídeo por exemplo, é uma denúncia gravíssima:

Com provas e até agora ninguém da imprensa se interessou? Eu pergunto: por quê?

M.A: Qual o sonho de Daniel Fraga? O que você espera da sociedade nos próximos anos?

D.F: Meu sonho é o Brasil se livrar do estatismo, pensamento coletivista e favorecer a liberdade individual. A economia se livrar das garras do Estado e nos desenvolvermos plenamente.
Espero que nós melhoremos, apesar do cenário pessimista atual. Mas continuarei usando a internet para propagar ideiais que considero importantes. Somente ideias superam ideias, então vamos fazer bom uso
desse meio que temos aqui na internet.


Entrevistadora: Dryca Lys

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