Ajude nos com sua doação

Translate

Nany People estréia em SP e estréia, também, peça sobre dilemas na homossexualidade.

Peça mostra dilemas de um homossexual; estreia é nesta quinta


O espetáculo "Olá, Pessoa", que aborda os dilemas e os percalços de um homossexual, estreia curta temporada no Studio 184 (centro de São Paulo) nesta quinta-feira (2). A peça, da companhia mineira Odeon, foi adaptada da obra "E Ninguém Tinha Nada com Isso...", de Marcelo Garcia. A direção é de Carlos Gradim.
No texto, Antonio Pessoa, vivido pelo ator Alexandre Cioletti, é um homem que foi criado com muito rigor pela mãe e pela avó, e se descobre um homossexual. O monólogo utiliza a interatividade com a plateia como recurso cênico, além de projeções de vídeo num cenário simples.
A premiadíssima companhia Odeon, que existe desde 1998, tem como fundadores os diretores Carlos Gradim e Iara de Novais. Integram a equipe fixa do grupo o cenógrafo e figurinista André Cortez, a iluminadora Telma Fernandes e o dramaturgo Edmundo Novaes.

"Olá, Pessoa" - Studio 184 - Pça. Franklin Roosevelt, 184, Consolação, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3885-3671. Estreia em 2/2. Qui. a sáb.: 21h, dom.: 19h. Ingr.: R$ 20 a R$ 30. Até 12/2.

Divulgação
Alexandre Cioletti em cena da peça "Olá, Pessoa" da companhia Odeon em curtíssima temporada na Roosevelt
Alexandre Cioletti em cena da peça "Olá, Pessoa", da companhia Odeon, que faz curta temporada em SP


---------------------

Nany People critica "pseudo-humoristas" e estreia "stand-up" em SP




 Nany People estreia o espetáculo de "stand-up" "Então... Deu no que Deu" nesta quinta-feira (19), no Teatro Nair Bello (centro de São Paulo). Os ingressos custam R$ 40 e estão disponíveis no site www.ingresso.com.br.
Embora o gênero "stand-up" esteja muito popular no país, Nany adverte: "Tivemos uma avalanche de 'pseudo-humoristas' que, por não terem formação teatral, julgam que a ironia e o deboche a qualquer preço são viáveis".
Com muita interação com a plateia, a artista satiriza situações do dia a dia, principalmente relações afetivas e temas do universo masculino e feminino. "Eu diria que é um assunto de 'manancial inesgotável", diz Nany em entrevista à Folha.
Segundo ela, a ideia surgiu de sua impaciência em ver tantos espetáculos solo feitos por humoristas homens, que tripudiavam muito nas narrativas do universo feminino.
Informe-se sobre a peça
Divulgação
Nany People (foto) estreia nesta quinta-feira (19) o espetáculo "Então... Deu no que Deu", no teatro Nair Bello
Nany People (foto) estreia nesta quinta-feira (19) o espetáculo "Então... Deu no que Deu", no teatro Nair Bello
*
LEIA A ENTREVISTA COM NANY PEOPLE:


Guia Folha - Como surgiu a ideia de tratar do tema "homem x mulher"?


Nany People -Surgiu da impaciência em ver tantos solos feitos por humoristas homens que tripudiavam muito nas narrativas do universo feminino. Depois de oito anos apresentando o "Risorama", em Curitiba (PR), senti que estava na hora de "cortar uns T's e pingar uns I's".


No espetáculo, você fala sobre universos masculino e feminino. Por já ter vivido os dois lados, acha que fica mais fácil "dar pitacos" sobre esses assuntos?

Não só é mais fácil, como é coerente! Homens e mulheres são muito diferentes... E eu posso dizer com conhecimento de causa que a diferença é muito grande! Falo disso no texto. E mais: quando você analisa com bom humor, a crítica se torna mais cabível, pertinente e sagaz.


Esse tema é bastante retratado em peças, filmes, programas... Ainda há algo novo para se falar sobre esses universos?

Eu diria que é um assunto de "manancial inesgotável". As buscas, os encontros, desencontros, acertos e as frustrações de ambos os sexos são insaciáveis.


O "stand-up" está bastante popular em SP, e muita gente considera o gênero banalizado. Qual o grande diferencial do seu show?

O "stand-up" está popular no Brasil. A diferença está no quesito da formatação e de como o texto foi concebido e apresentado. Tivemos, sim, uma avalanche de "pseudo-humoristas" que, por não terem formação teatral, julgam que a ironia e o deboche a qualquer preço são viáveis. E não é bem assim. A crítica do humor só é bem-vinda quando "desce redonda". Senão ela "desce queimando" que nem cachaça ruim!


De acordo com a divulgação, "o show deveria ser indicado por psicólogos, psiquiatras e psicoterapeutas contra a depressão". Por quê?

Para Brecht, qualquer discurso só é pertinente quando é bem-humorado. E, como o teatro tem o poder de transformar as pessoas, do meio para o final do espetáculo toma um tom de autoajuda! É rir pra conferir...além de que "rir é o melhor investimento".


Fonte: Guia Folha

Categories: Share

Leave a Reply