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Strauss-Kahn é detido na França em investigação sobre prostituição

 O ex-diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn foi detido para interrogatório em Lille, no norte da França, nesta terça-feira, como parte de uma investigação sobre um esquema de prostituição.
Strauss-Kahn pode ficar detido por até 48 horas sem acusação formal e deve ser colocado sob investigação por "cumplicidade com a prostituição" e "ocultamento de abuso de bens sociais", no chamado "caso do hotel Carlton", informou a promotoria local.

Philippe Huguen/France Presse
Jornalistas se aglomeram em torno de carro no qual Strauss-Kahn chega à delegacia de Lille
Jornalistas se aglomeram em torno de carro no qual Strauss-Kahn chega à delegacia de Lille
No novo escândalo, ele estaria envolvido na realização de orgias em hotéis de luxo em Lille. Durante vários meses, jornais franceses relataram a suposta ligação entre o ex-diretor do FMI e fornecimento de garotas de programa, em um caso apelidado de "Carlton" devido ao nome do hotel onde clientes receberiam prostitutas.
De acordo com as investigações, ele teria usado bens corporativos da empresa de construção Eiffage para o pagamento de festas sexuais em hotéis, das quais participavam prostitutas.
Julien Warnand/Efe
Ex-diretor do FMIU chega a delegacia de Lille, no norte da França, para depor
Ex-diretor do FMIU chega a delegacia de Lille, no norte da França, para depor
Oito pessoas --entre elas dois empresários de Lille próximos a Strauss-Kahn-- foram detidas em conexão com o caso. A Eiffage também demitiu um executivo suspeito de usar fundos da companhia para bancar encontros com profissionais do sexo.
Usar os serviços de prostitutas não é ilegal na França, mas Strauss-Kahn pode ser indiciado se investigadores concluírem que ele sabia que as mulheres que participavam das festas eram prostitutas, e que eram pagas com dinheiro da empresa.
Ele não falou com jornalistas ao chegar à delegacia de Lille para ser interrogado. O advogado de Strauss-Kahn, Henri Leclerc, disse que seu cliente "não tinha razões para acreditar" que as mulheres que iam a tais festas eram prostitutas.


CAMAREIRA DE NOVA YORK

Strauss-Kahn renunciou ao comando do FMI em maio de 2011, depois de ser acusado de estuprar a camareira Nafissatou Diallo em um hotel de Nova York.
Ele foi inocentado pela Justiça, mas o caso acabou suas chances de concorrer à Presidência da França. Antes do escândalo, ele era o favorito na corrida eleitoral.
Um segundo inquérito, sobre acusações de estupro pela escritora francesa Tristane Banon, também foi abandonado.
Strauss-Kahn nega as acusações, em ambos os casos.

Fonte: Folha de São Paulo

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