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Lily Cole cria rede social para que as pessoas exercitem a solidariedade.

Credito: BBC
Modelo e atriz fundou rede social há cerca de um ano
Uma nova rede social quer estimular as pessoas a ajudar desconhecidos sem ganhar nada em troca.
A modelo e atriz britânica Lily Cole, de 27 anos, lançou a rede social de troca de ajuda Impossible (impossível em inglês). O site (www.impossible.com) nasceu há cerca de um ano e já tem usuários em mais de 70 países - inclusive no Brasil.
"O Impossible é uma comunidade de pessoas pelo mundo que ajudam as outras sem cobrar nada", explica Lily.
Mas por que alguém faria algo para os outros de graça?
"Na minha vida, as coisas que fiz de graça, por generosidade, foram algumas das experiências mais felizes que já tive", explica à BBC a fundadora da rede.
O site funciona assim: o usuário posta seu desejo - como, por exemplo: "Queria que alguém me ensinasse a dançar". Depois, é só esperar alguém responder - "Eu posso te ensinar a dançar!" seria uma boa resposta.
Os usuários que ajudam os outros recebem um "obrigado", uma espécie de moeda vitural da rede. Um dos lemas do Impossible é "Um obrigado vale mais que mil curtidas".
O site é bem intencionado, mas é visto por alguns como excessivamente idealista.
Lily Cole discorda: "Estamos tentando quebrar os limites dos círculos sociais e amizades e expandindo isso para comunidades locais e globais onde é mais provável que aquele desejo seja atendido".
Credito: Impossible
Site permite pedir e oferecer ajuda, sem cobrança
"Eu realmente acredito que, na sociedade, é muito mais saudável existir por meio de uma comunidade. Os humanos são seres sociais, então qualquer coisa que alimente essas conexões é saudável para nós", diz ela.

A rede dialoga com alguns internautas que se afastaram das mídias sociais mais populares por se incomodarem com o jeito como suas informações pessoais eram utilizadas para vender produtos para elas.

"Acho isso uma forma muito preocupante de usar a internet. Não quero estar em um mundo, seja ele físico ou online, onde estou, essencialmente, sendo exposta aos meus próprios 'preconceitos'. Eles tentam vender coisas que já sabem que eu quero", afirma.
Ela conta que os usuários às vezes são bobos e fazem pedidos como "Quero um carro".
Mas, outras vezes, são engraçados, como no caso em que alguém escreveu que queria roubar um pinguim e outra pessoa respondeu que ele não deveria roubar um, mas enviou um link onde era possível baixar a imagem de um pinguim.
"Me faz feliz. Talvez esse seja o melhor resultado disso. Você vê pessoas sendo realmente muito boas. Isso faz com que nos sintamos bem".
A rede social é uma organização sem fins lucrativos. Apesar do crescimento, ainda é, claramente, conhecida apenas por um nicho específico.
No momento, eles estão considerando vender produtos no site. Mas, até que eles encontrem um modelo sustentável para a rede, Lily diz que eles estão tentando atingir, com o Impossible, o impossível.

*Reprodução da BBC Brasil

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