Ajude nos com sua doação

Translate

Absurdo: Promotor de Justiça se vira contra vítima de violência sexual


É estranho ver uma situação como esta. É algo que vai contra a essência do Ministério Público que tem a missão de proteger a sociedade e lutar contra crimes como este.
Estranho ver um promotor ter uma atitude desta. 
As declarações do tal promotor são fora da realidade, disse em sua peça “Pra abrir as pernas e dar o rabo pra um cara tu tem maturidade, tu é autossuficiente, e pra assumir uma criança tu não tem? Tu é uma pessoa de sorte, porque tu é menor de 18, se tu fosse maior de 18 eu ia pedir a tua preventiva agora, pra tu ir lá na Fase, pra te estuprarem lá e fazer tudo o que fazem com um menor de idade lá”

E foi muito mais além, “Tu teve coragem de fazer o pior, matou uma criança, agora fica com essa carinha de anjo. Eu vou me esforçar o máximo pra te pôr na cadeia. Além de matar uma criança, tu é mentirosa? Que papelão, hein? Vou me esforçar pra te ferrar, pode ter certeza disso, eu não sou teu amigo”

Resumo do Caso.

A jovem, que denunciou o pai por abusos constantes, engravidou e conseguiu na Justiça autorização para fazer um aborto. A audiência, aqui relatada, aconteceu em 2014, mas só se tornou pública no dia 31 de agosto.
Na época, durante as investigações, um exame de DNA comprovou que o filho da adolescente era mesmo do acusado. O processo seguiu e o pai foi condenado a 27 anos de prisão. Ele entrou com recurso e conseguiu reduzir a pena para 17 anos.
De acordo com o desembargador José Antônio Daltoé Cezar, a garota tem direito de pedir indenização pecuniária contra o promotor, “uma vez que mais do que falta grave, agiu este com dolo ao lhe impor ilegais constrangimentos”, explicou.
Em atendimento psicossocial, para avaliação do caso, os desenhos feitos pela jovem mostram o tamanho do trauma sofrido e a extensão do dano.
Não consigo entender como a Promotoria humilhou a vitima desta maneira, estamos diante de um completo despreparo de uma pessoa que deveria se posicionar a reprimir o crime e não culpabilizar a vitima.

Categories: Share

Leave a Reply